sexta-feira, 22 de julho de 2011

PROPAGANDA E CONTRAPROPAGANDA

A propaganda é uma atividade sistemática que envolve técnicas e métodos para persuadir grande número de pessoas utilizando-se de meios de comunicação na disseminação de mensagens. É desenvolvida num ato de patrocínio com o objetivo de criar, reformar conceitos e fixar referências na mente das pessoas, predispondo-as favoravelmente em relação ao que se pretende.
A propaganda é a manipulação da comunicação com uso dos recursos mais persuasivos (folhetos, TV, rádio, outdoor, redes sociais, blogs, mídias) e visa produzir um comportamento em benefício de quem está promovendo, informando, traduzindo ou anunciando. A propaganda é possuidora de poder de convencimento e busca influenciar indivíduos sociáveis nos seu atos ideológicos.
Como instrumento da aitividade de inteligência tem seu emprego planejado, geralmente na forma de comunicação pública, em grande escala, destinada a desinformar, provocar situações, afetar idéias, conceitos e emoções em pessoas e/ou grupos, com determinada finalidade pública, privada, militar, econômica ou política.
Já a contrapropaganda é uma propaganda que tem como objetivo neutralizar e ou anular os efeitos de outra propaganda. Algumas regras básicas podem servir para ações de contrapropaganda: a) desfazer uma propaganda adversária, neutralizando e minimizando os efeitos; b) atacar os pontos fracos e provocar um sentimento de descredibilidade; c) desenvolver notas e publicações visando desacreditar o adversário; d) colocar a propaganda adversária em contradição com os fatos; e) desviar sutilmente o sentido e tornar a propaganda adversa insignificante; f) difundir notícias contestando ponto a ponto a propaganda adversa; g) Não fazer referencia à propaganda adversa, contudo desenvolver uma propaganda sobre o mesmo assunto com opinião diferente, e h) desenvolver uma propaganda sobre um assunto diferente que redirecione o interesse do público.
Ambas são ferramentas altamente potentes e muito utilizadas por operadores de informações. A propaganda e a contrapropaganda são técnicas de difusão da informação e desinformação com o objetivo de influenciar decisões. O elemento persuasivo e convincente esta estrategicamente introduzida no corpo do discurso. Toda a comunicação visa convencer o destinatário sobre algo. Nesse contexto, é possível ter a compreensão de como o comportamento psicossocial das pessoas pode ser modificado. Atitudes, condutas e decisões estão sob influenciação e o que os indivíduos fazem e pensam é fruto dos discursos que constroem opiniões.
Existem diversas técnicas que são empregadas na criação de mensagens que sejam persuasivas, verdadeiras ou falsas. Como exemplo, astroturfing, que são ações políticas e publicitárias que visam manobrar movimentos e tentam criar a impressão de que são movimentos espontâneos e populares. Muitas das técnicas podem ser baseadas também em falácias, já que os seus autores usam argumentos que, embora às vezes convincentes, não são necessariamente válidos e o nível de abstração é alto. Hoje em dia isso é muito comum em mídias, redes sociais e blogs de notícia.
São aspectos essenciais no ciclo da propaganda: a origem, identifcando quem vai se beneficiar do resultado; as fontes, que podem ser o operador da informação e os colaboradores; os canais, ou seja, os meios de comunicação a serem utilizados e que precisam estar adequados para atingir o objetivo; o público ou o alvo proprimente dito, sendo necessários utilizar a uma linguagem adpatada, assimilada e compreensível; e por final, o efeito, definindo qual a mudança de comportamento, idéias e opiniões que se pretende produzir.
A propaganda dever ter credibilidade, com uso de pessoas de destaque ou personalidades para anunciar uma verdade; ser oportuna, ou seja, ser empregada no momento e contexto certo; conter significado, provocando interesse, importância e atingir valores; possuir originalidade, sendo destaque para o público e sair do comum; ser contínua para produzir efeito e repercussão num certo tempo; e ser coerente, sintonia entre a propaganda e o seu objetivo.
As técnicas de propaganda sempre foram muito utilizadas em estratégias militares. Durante a Primeira Guerra Mundial, o presidente dos Estados Unidos contratou profissionais para influenciar a opinião pública para entrar na guerra ao lado da Inglaterra. A campanha de propaganda de guerra produziram em seis meses uma histeria antialemã tão intensa que marcou definitivamente este conceito. Nesta época os termos "mente coletiva" e "consenso fabricado" ficaram marcados como conceitos importantes na prática da propaganda.
Na Segunda Guerra Mundial se viu o uso contínuo da propaganda como arma de guerra para dissimulação e desviar a atenção de inimigos. Foi uma uma ferramenta vital para o atingimento de objetivos, principamente as de motivação de tropas. Espalhar propaganda que os oficiais sabiam ser falsa era comum e deliberadamente difundiam informações falsas como parte da doutrina conhecida como a Grande Mentira.
Os Estados Unidos e a União Soviética, utilizaram amplamente a propaganda durante a Guerra Fria. Os dois lados usaram este recurso para influenciar seus próprios cidadãos, ao outro e as nações do Terceiro Mundo. A Agência de Informação dos Estados Unidos operava a Voz da América como uma estação oficial do governo. A Radio Free Europe e a Rádio Liberty, em parte apoiadas pela CIA, emitiam propaganda cinza nas notícias e nos programas de entretenimento na Europa Ocidental e União Soviética respectivamente. A estação oficial do governo soviético, a Rádio Moscow, difundia propaganda branca, enquanto a Rádio Paz e Liberdade emitia propaganda cinza. Os dois lados também faziam propaganda negra, em especial na época de crises. (Wikipédia)

FERRO JÚNIOR, C. M. A Inteligência e a Gestão da Informação Policial: Conceitos, Técnicas e Tecnologias Definidos pela Expriencia Profissional e Acadêmica. Editora Fortium. Brasilia, DF. 2008.
FREITAS, João Paulo Cavalléro. Publicidade Contemporânea: O que é Propaganda. Disponível em: http://publicidadecontemporanea.blogspot.com/2009/03/o-que-e-propaganda.html. Acesso em: 20 de julho de 2011.
HITLER, Adolf. A Propaganda da Guerra. Disponível em: http://www.livrosgratis.net/download/346/a-propaganda-da-guerra--adolf-hitler.html. Acesso em 16/07/2011.
Wikipédia – Enciclopédia Livre. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Propaganda. Acesso em 17/07/2011.
CELSO MOREIRA FERRO JÚNIOR

Advogado

Consultor em Segurança, Análise de Riscos, Inteligência e Contra-inteligência.

Delegado de Polícia
Civil do Distrito Federal Aposentado.

Mestre em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação na Universidade Católica de Brasília.
Pós-graduação (Especialista) em Gestão de Tecnologia da Informação na Universidade de Brasília UNB;
Pós-graduação (Especialista) em Inteligência Estratégica UNIEURO.
Pós-graduação (Especialista) em Polícia Judiciária na APC/UCB;
Graduação em Direito pelo Centro Universitário do Distrito Federal, atual UDF, 1987.

Formação Complementar
Advanced Management Course - International Law Enforcement Academy. EUA. 2007.
Curso Superior de Polícia. Academia de Polícia Civil do
Distrito Federal.
Curso de Operações de Inteligência. Vertente: Planejamento
de Operações de Inteligência. ABIN. 2000.
Curso de Procedimentos de Inteligência. Vertente: Análise.
ABIN. 2001.
Ciclo de Estudos de Política e Estratégia da Associação dos
Diplomados da Escola Superior de Guerra ADESG/UNB

Concentração de Estudos em Gestão do Conhecimento, Ciência da Informação, Inteligência Policial, Inteligência Tecnológica, Interceptação Telefônica e Ambiental, Cognição Investigativa, Análise de Vínculos e Inteligência Organizacional.

Autor dos Livros “A Inteligência e a Gestão da Informação Policial”, Editora Fortium, e, “Segurança Pública Inteligente” Editora Kelps.

Conferencista em vários Seminários e Eventos Nacionais e Internacionais sobre Segurança Pública. Palestrante e docente em diversos cursos de formação de agentes de segurança pública e em diversas Instituições de Ensino Superior (IES), mais recentemente do Núcleo de Estudos em Defesa, Segurança e Ordem Pública (NEDOP) do Centro Universitário do Distrito Federal (UniDF). Diretor Científico Adjunto do Instituto Brasileiro de Inteligência Criminal INTECRIM.

Coordenou e executou na Polícia Civil Distrito Federal importantes projetos na área de Tecnologia e Inteligência.

Comandou as ações Repressão ao Crime Organizado, Inteligência Policial, Operações Especiais, Repressão a Sequestros, Crimes Contra a Administração Pública, Crimes Tecnológicos, Análise Criminal, Planejamento e Logistica Operacional, Comunicação Organizacional, Controle de Armamento, Munições e Explosivos, Operações Aéreas e Delegacia Eletrônica.