quinta-feira, 26 de maio de 2011

OPERAÇÕES DE INTELIGÊNCIA

É o conjunto de técnicas, processos e métodos, geralmente desenvolvido com o emprego de ações especializadas, executada de forma planejada e em caráter sigiloso. Visa à busca e coleta de dados e informações não disponíveis ou desconhecidos sobre determinados assuntos. Tem como objetivo principal, obter elementos necessários à produção de conhecimentos específicos, de interesse de Estado, governo, organizações, empresas e também nas investigações criminais.
A obtenção das informações pode ser realizada de duas formas: sistemática e exploratória. A sistemática é caracterizada por ser contínua e proporcionar um fluxo constante de dados sobre um assunto de interesse; a exploratória visa atender uma necessidade de informações momentâneas e imediatas, sobre fatos e situações não completamente conhecidas.
As operações sistemáticas são normalmente utilizadas para acompanhar metodicamente as atividades de pessoas, organizações, entidades, assuntos de interesse político, econômico, governamental ou empresarial. No campo policial são desenvolvidas para o acompanhamento de atividades ilícitas, organizações criminosas e monitoração de empresas que atuam nas diferentes áreas da administração pública, identificando vínculos de autoridades dos poderes com o crime.
Todo o trabalho visa aprofundar minuciosamente conhecimentos por meio de um processo contínuo de atualização de informações. São particularmente aptas para a antecipação de fatos, bem como para a detecção de potenciais atos insidiosos que ameaçam uma instituição.
Com uso de tecnologia pode ser feito o monitoramento da dinâmica de um fenômeno social, com a obtenção e análise em tempo real de informações, identificar a origem, causas e as consequencias devido uma projeção feita no tempo e espaço. Tal procedimento é usado também para a elaboração de análises do crime em áreas (estudo da fenomenologia do crime), bem como na avaliação de conjunturas políticas, sociais e econômicas.
As operações exploratórias são normalmente utilizadas para obtenção de dados e informações em curto prazo. A busca se desenvolve geralmente de forma encoberta e por meio da execução de ações especializadas. É desenvolvida em apoio às investigações complexas, no reconhecimento de áreas e ambientes de operações, diagnósticos de problemas organizacionais, identificação de pessoas, situações de crise, bem como para a obtenção de informações não disponíveis ou que estejam sob proteção. Visa atender de forma premente o alcance de informações imprescindíveis à produção do conhecimento específico.
A obtenção de informações, não disponíveis ou desconhecidos sobre um determinado assunto, envolve habilidades especiais e técnicas operacionais sofisticadas, apropriadas para cada caso. Na maioria das vezes, se desenvolve com emprego de tecnologia e aplicação de procedimentos que ensejam alta expertise do profissional e elevado grau de sigilo. Na esfera da investigação criminal, que visa a produção de provas, uma autorização judicial é imprescindível. 
As operações de Inteligência Policial empregam técnicas e meios especiais de prospecção de dados, visando sempre confirmar evidências, indícios e obter conhecimentos sobre uma atividade criminosa. Opera para a identificação de redes e organizações criminosas, de forma a proporcionar um perfeito entendimento sobre seu modus operandi, ramificações, tendências e alcance de suas atividades.
É uma atividade exclusivamente de assessoramento às investigações criminais, principalmente nas operações de infiltração em organizações ilícitas, quando o agente precisa estar disfarçado durante a execução. É uma atividade em ascendencia nos organismos policiais, tendo em vista que o trabalho interage e integra com todos as fases da ação policial, (investigação, operacional, pericial e administrativa) promovendo um processo cumulativo de assimilação de novas técnicas, principalmente devido o emprego de tecnologias e recursos especiais.
Em operações de Inteligência policial, o estudo da situação é etapa preliminar para a elaboração de um plano de operações, que após a aprovação, é desencadeada a operação. Os dados obtidos de diversas fontes (humanas, conteúdo e tecnológicas) possuem grau de sigilo e são transmitidos ao analista de inteligência sob a forma de Relatório de Informação, que é a expressão escrita do que foi observado e coletado. O Relatório de Informação é um documento que consubstancia os fatos, captados e registrados por meio de filmagens, fotografias, documentos, gravações, vigilancias, enfim, por tudo o que foi obtido nas operações de inteligencia. Finalmente, o material deve ser analisado e selecionado o conteúdo pertinente, visando a composição final do conhecimento.
CELSO MOREIRA FERRO JÚNIOR

Advogado

Consultor em Segurança, Análise de Riscos, Inteligência e Contra-inteligência.

Delegado de Polícia
Civil do Distrito Federal Aposentado.

Mestre em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação na Universidade Católica de Brasília.
Pós-graduação (Especialista) em Gestão de Tecnologia da Informação na Universidade de Brasília UNB;
Pós-graduação (Especialista) em Inteligência Estratégica UNIEURO.
Pós-graduação (Especialista) em Polícia Judiciária na APC/UCB;
Graduação em Direito pelo Centro Universitário do Distrito Federal, atual UDF, 1987.

Formação Complementar
Advanced Management Course - International Law Enforcement Academy. EUA. 2007.
Curso Superior de Polícia. Academia de Polícia Civil do
Distrito Federal.
Curso de Operações de Inteligência. Vertente: Planejamento
de Operações de Inteligência. ABIN. 2000.
Curso de Procedimentos de Inteligência. Vertente: Análise.
ABIN. 2001.
Ciclo de Estudos de Política e Estratégia da Associação dos
Diplomados da Escola Superior de Guerra ADESG/UNB

Concentração de Estudos em Gestão do Conhecimento, Ciência da Informação, Inteligência Policial, Inteligência Tecnológica, Interceptação Telefônica e Ambiental, Cognição Investigativa, Análise de Vínculos e Inteligência Organizacional.

Autor dos Livros “A Inteligência e a Gestão da Informação Policial”, Editora Fortium, e, “Segurança Pública Inteligente” Editora Kelps.

Conferencista em vários Seminários e Eventos Nacionais e Internacionais sobre Segurança Pública. Palestrante e docente em diversos cursos de formação de agentes de segurança pública e em diversas Instituições de Ensino Superior (IES), mais recentemente do Núcleo de Estudos em Defesa, Segurança e Ordem Pública (NEDOP) do Centro Universitário do Distrito Federal (UniDF). Diretor Científico Adjunto do Instituto Brasileiro de Inteligência Criminal INTECRIM.

Coordenou e executou na Polícia Civil Distrito Federal importantes projetos na área de Tecnologia e Inteligência.

Comandou as ações Repressão ao Crime Organizado, Inteligência Policial, Operações Especiais, Repressão a Sequestros, Crimes Contra a Administração Pública, Crimes Tecnológicos, Análise Criminal, Planejamento e Logistica Operacional, Comunicação Organizacional, Controle de Armamento, Munições e Explosivos, Operações Aéreas e Delegacia Eletrônica.