sexta-feira, 11 de setembro de 2009

MÉTODO DE PRODUÇÃO DE INFORMAÇÕES DE PLATT (1974)

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As tarefas básicas de produção de informações são parecidas com o método científico, ou seja, contempla as fases de coleta de dados, formulação de hipóteses, verificação, interpretação e conclusões. Tudo deve estar baseado nos aspectos examinados, os quais, inclusive podem ser utilizados como fontes de previsão.
De acordo com PLATT (1974) a experiência, desempenha papel importante na coleta de dados e na verificação das hipóteses. Neste sentido, um bom analista de inteligência policial deve ter vivência profissional e conhecer todos os processos da investigação criminal, propiciando um melhor entendimento durante a avaliação de dados e informações submetidas à análise.
Valendo-se da técnica de classificação de PLATT (1974) a produção de informações percorre seis fases principais:
1ª Fase – Levantamento Geral. É a prospecção completa do problema ou situação, incluindo a indicação de pessoal e das fontes disponíveis. A compreensão total sobre o assunto, discernimento e o senso da verdade real exerce influência poderosa no sucesso desta fase.
2ª Fase – Definição do Objeto. É essencial uma definição e explicação do que se quer com a informação, inclusive para a aplicação de termos e conceitos para evidenciar os objetivos e o significado da informação.
3ª Fase – Busca de Informações. Muitos dados e informações estão disponíveis, contudo, outros têm que ser buscados por meio de operações de recrutamento, colaboradores e solicitações para outros segmentos.
4ª Fase – Interpretação das Informações. É o processamento mental do analista e o estudo a ser realizado. Inclui a avaliação, classificação, análise e interpretação do volume de informações disponíveis e sua transformação em conteúdos com significado, aproveitando-se de gráficos e quadros estatísticos.
5ª Fase – Formulação de Hipóteses. Durante a fase de interpretação, quando há uma incubação de informações, respostas possíveis devem são formuladas e testadas experimentadas. A formulação de hipóteses é uma operação intelectual e refere-se à concentração dos analistas na lógica (técnicas de avaliação de conteúdos), coerência total dos dados sem se sobrecarregar com fatos isolados e na aplicação individual ou coletiva de experiências acumuladas e especialização em determinados assuntos.
6ª Fase - Conclusão. Esta fase compreende as investigações destinadas a provar ou reprovar as hipóteses estabelecidas e a elaboração do conteúdo final que forma o documento relatório de informação.
7ª Fase – Apresentação. É a elaboração do relatório final. O texto deve conter idéias e afirmações claras, com a certeza que merece cada expressão, visando o entendimento completo pelo usuário do conteúdo, ou tomador de decisão.

PLATT, Washington. A Produção de Informações Estratégicas. Biblioteca do Exército Editora. Rio de Janeiro. 1974.
CELSO MOREIRA FERRO JÚNIOR

Advogado OAB/DF

Consultor em Segurança, Inteligência e Contrainteligência Empresarial.

Delegado de Polícia
Civil do Distrito Federal (Aposentado).

Mestre em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação na Universidade Católica de Brasília.
Pós-graduação (Especialista) em Gestão de Tecnologia da Informação na Universidade de Brasília UNB;
Pós-graduação (Especialista) em Inteligência Estratégica UNIEURO.
Pós-graduação (Especialista) em Polícia Judiciária na APC/UCB;
Graduação em Direito pelo Centro Universitário do Distrito Federal, atual UDF, 1987.

Formação Complementar
Advanced Management Course - International Law Enforcement Academy. EUA. 2007.
Advanced Course Inteligence - IMI, Israel. 2002
Curso Superior de Polícia. Academia de Polícia Civil do Distrito Federal.
Operações de Inteligência. Vertente: Planejamento. ABIN. 2000.
Procedimentos de Inteligência. Vertente: Análise.
ABIN. 2001.
Ciclo de Estudos de Política e Estratégia da Associação dos
Diplomados da Escola Superior de Guerra ADESG/UNB

Concentração de Estudos em Gestão do Conhecimento, Ciência da Informação, Inteligência Policial, Inteligência Tecnológica, Interceptação Telefônica e Ambiental, Cognição Investigativa, Análise de Vínculos e Inteligência Organizacional.

Autor dos Livros “A Inteligência e a Gestão da Informação Policial”, Editora Fortium, e, “Segurança Pública Inteligente” Editora Kelps.

Conferencista em vários Seminários e Eventos Nacionais e Internacionais sobre Segurança Pública. Palestrante e docente em diversos cursos de formação de agentes de segurança pública e em diversas Instituições de Ensino Superior (IES), mais recentemente do Núcleo de Estudos em Defesa, Segurança e Ordem Pública (NEDOP) do Centro Universitário do Distrito Federal (UniDF). Diretor Científico Adjunto do Instituto Brasileiro de Inteligência Criminal INTECRIM.

Coordenou e executou na Polícia Civil Distrito Federal importantes projetos na área de Tecnologia e Inteligência.

Comandou as ações Repressão ao Crime Organizado, Inteligência Policial, Operações Especiais, Repressão a Sequestros, Crimes Contra a Administração Pública, Crimes Tecnológicos, Análise Criminal, Planejamento e Logistica Operacional, Comunicação Organizacional, Controle de Armamento, Munições e Explosivos, Operações Aéreas e Delegacia Eletrônica.